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Pode parecer estranho, mas é bem capaz que você já tenha experimentado vinho feito com essa uva. É que, na realidade, a Spatburgunder é o nome que recebe a Pinot Noir na Alemanha. Isso mesmo! Aqui pelo Brasil não é muito fácil encontrar vinhos alemães produzidos com essa uva, mas se você encontrá-los vale à pena experimentar.

A Alemanha é mais conhecida por seus exuberantes Rieslings, mas produz Pinot Noirs (ou Spatburgunder) deliciosos também. Inclusive, a Alemanha já é o terceiro maior produtor da Pinot Noir, ficando atrás no ranking somente para a França e os Estados Unidos. A Spätburgunder é cultivada em território alemão desde o século XIII. Os mesmos monges cistercienses que a plantavam na Borgonha, também cuidavam da cepa por lá. Por que então a Spätburgunder nunca foi mencionada com a mesma reverência da Pinot da Borgonha? É que, enquanto a Pinot Noir está perfeitamente casada ao terroir borgonhês, a Spätburgunder precisa de uma incansável luta para amadurecer bem no clima mais frio da Alemanha, explica Eric Asimov, crítico do New York Times. Na prática, isso faz com que esse o Pinot alemão tenha seu charme, mas não a complexidade do vinho francês de mesma uva.

 

Recentemente experimentei um Spatburgunder alemão que ganhei de presente de uma pessoa que visitou a Alemanha recente. O vinho, por sinal, era um “trocken”que em alemão quer dizer seco. A cor do vinho era um rubi bem claro, típico dos Pinots jovens. Essa era de 2015. O vinho produzido pela Kloster Eberbach apresentou muitas frutas vermelhas frescas, o frescor por conta do clima frio, em especial morangos e amoras. Bem leve e com boa persistência. Fácil de ser apreciado e também de harmonizar. Para tomar com ele um queijo brie ficou excelente!

 

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