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Semana passada teve reunião da Confraria Franciscana. Foi realizada uma degustação às cegas (com rótulos cobertos para não serem identificados) de oito vinhos. Mesmo com muitos sommeliers experientes e experts em vinho, degustar vinhos às cegas é sempre muito difícil, mas, sem dúvidas, uma ótima oportunidade de apurar os sentidos, principalmente o olfato.

Dessa vez foi muito bacana porque alguns vinhos naturais foram servidos o que, realmente, confunde até os mais experientes. De toda forma e, como sempre, foi muito bom. Principalmente para aprender um pouquinho mais sobre a bebida. Ao todo foram degustados oito vinhos e…quanta surpresa ao serem revelados. Dos vinhos servidos, vou falar nesse post de quatro deles, os que mais gostei. Confira:

Talinay Tabalí Pinot Noir 2013

Vinho produzido no deserto chileno de Limarí 100% com a uva Pinot Noir. Frutas vermelhas com notas minerais e toques terrosos. O vinho possui corpo médio e final de boca peristente. É trazido para o Brasil pela World Wine e custa em média R$208,00.

A influência permanente dos ventos frios do mar em Limarí esfriam as vinhas durante o dia e a noite, tornando o vale fresco. Esta condição climática torna ideal para o cultivo de variedades tintas de clima frio, como a Pinot Noir. A presença de carbonato de cálcio no solo do local que gera um caráter mineral intenso nos vinhos, que às vezes se sobrepõe à fruta.

Vinho Vermelho Cabernet Franc

Vinho tinto produzido no Sul do Brasil pelo atelier Tormetas, do vinhateiro Marco Danielle, amante e produtor de vinhos naturais. Ao rejeitar correções e aditivos químicos em seus vinhos, Marco Danielle acredita poder fazer um vinho melhor por ser mais autêntico.

O vinho é produzido com Cabernet Franc e está inspirado no estilo Vale do Loire por ser mais sutil que um Bordeaux, por exemplo. Apresenta notas terrosas e as frutas vermelhas, especialmente cerejas, se destacam. Gostei muito desse vinho que até então não conhecia. Custa R$150,00.

Benedictum 2012

vinho tinto frutado e harmônico com notas marcantes de café e um leve tostado. É elegante e de boa persistência. É produzido a partir da Cabernet Sauvignon na Serra Catarinense e comercializado a R$150,00. Sem dúvidas, é um daqueles nacionais que devemos inserir na lista dos “queridinhos”.

Era dos Ventos Peverella 2013

Um vinho laranja produzido pela brasileira Era dos Ventos com a uva pouco conhecida Peverella. É bem exótico e apresenta notas cítricas e de oxidação. Sem dúvidas não é um vinho para principiantes. No paladar é intenso e com uma persistência bastante prolongada.

A Era dos Ventos é uma vinícola da Serra Gaúcha conhecida por produzir vinhos em quantidades mínimas, de forma bem artesanal e com personalidade. A vinícola faz questão de interferir pouquíssimo na vinicultura e de usar o mínimo de SO2; além de usar leveduras selvagens para a fermentação de seus vinhos. Já a uva utilizada, a Peverella, é uma uva rara trazida para o Brasil por imigrantes italianos diretamente do Norte da Itália.

Outros vinhos

Além desses vinhos também degustamos o nacional Tabocas Oak Cabernet Sauvignon 2014, que particularmente não gostei. É um vinho de garagem, mas o achei exótico demais para o meu gosto; o nacional Casa Verrone Speciale Syrah, que também não me apeteceu, achei que o vinho estava chato, o que ressaltou muito sua doçura, deixando-o enjoativo; e o nacional Serena 2013 Pinot Noir, produzido em Nova Pádua-RS, e o Borgonha 2011 Dominique Laurent Cuvée Numero 1, vinhos bons, mas, que para mim, não mereceram muito destaque.

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