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Que a Argentina e o Uruguai produzem bons vinhos, todo o mundo já sabe. Mas, às vezes, a gente se surpreende com alguns rótulos que não deixam nada a desejar para os mais renomados da Espanha, Portugal, Itália ou França, por exemplo. É o caso de dois vinhos que tive a oportunidade de degustar recentemente: o Família Schroeder Cabernet Sauvignon 2005, um argentino da Patagônia, e o corte uruguaio Pizzorno Primo 2011. Bem diferentes em estilo, mas muito parecidos em qualidade.

Familia Schroeder Cabernet Sauvignon 2005

Vinhaço extremamente elegante feito na Patagônia. Moderadamente tânico e com acidez média, este vinho amadureceu 24 meses em barricas de carvalho francês e envelheceu 12 meses em garrafa antes de ser comercializado. É um vinho com bom corpo, sem dúvidas, porém delicado e com taninos macios. Tanto em boca como no nariz apresentou notas de frutas negras frescas; trouxe também um final de boca persistente sem aquele dulçor típico (às vezes exagerado) de muitos vinhos argentinos produzidos em Mendoza. Foi o vinho escolhido para iniciar a noite com os amigos. Aproximadamente R$305,00 na Enoteca Decanter.

Pizzorno Primo (corte de Tannat, Cabernet Sauvignon e Merlot)

Um vinho uruguaio pra lá de especial, que para mostrar todo o potencial merecia ter respirado no decanter pelo menos quarenta minutos  antes de ser degustado. Mas, como não deu tempo, respirou na taça mesmo (rsrsrs). É elaborado a partir das melhores parcelas de Tannat, Cabernet Sauvignon e Merlot da Vinícola. Foi o vinho escolhido para acompanhar o prato principal da noite, no caso um bife de chorizo, farofa de ovos, brócolis e aspargos ao alho. A harmonização foi perfeita! A robustez do vinho acompanhou perfeitamente o prato. O Pizzorno Primo mostrou-se muito complexo, e, ao mesmo tempo, equilibrado, com destaque para a interação entre a fruta vermelha madura e a madeira. Os taninos muito presentes, porém redondos, e o final de boca muito persistente chamaram minha atenção. Excelente!

Vinho, restaurante e amigos

Os vinhos estavam maravilhosos, mas a companhia dos amigos, Márcia e Moacir Mustefaga, grande entendedor de vinho, também foi fundamental. Além disso, vale destaque o local que escolhemos para jantar e apreciar os belos vinhos: o restaurante El Negro da QI 17 do Lago Sul, em que fomos extremamente bem atendidos pelo gerente do espaço, o simpático e atencioso Walmor Biberh. Vale menção ainda que os pratos que apreciamos no local estavam maravilhosos. Enfim: noite perfeita!

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