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Participei de uma degustação dos vinhos da francesa Domaine Clarence Dillon, vinícola bordalesa que integra o mesmo grupo que produz o Premier Grand Cru Classé de 1985, Haut-Brion. O evento foi realizado no restaurante Taypá (QI 17 – Lago Sul), em Brasília, e organizado pela World Wine Bsb em parceria com a própria vinícola de Bordeaux. Quem conduziu a degustação foi o representante da marca na América Latina, o francês Clemente Marcotte de Quivieres.

Eu e o representante da Clarence Dillon na América Latina, o francês Clemente Marcotte de Quivieres.

Cinco vinhos foram degustados na ocasião: o Clarendelle Rouge, o Clarendelle Blanc, o Clarendelle Rosé, o recém-lançado Clarendelle Saint Emillion e o Clarendelle Amberwine, vinho de sobremesa. Nem preciso dizer que os vinhos estavam ma-ra-vi-lho-sos! Impressionante! Segundo, Clemente, os vinhos são produzidos pela mesma equipe técnica responsáveis pelo Haut-Brion e, por isso, têm todos uma garantia de qualidade. “A idea de fazer os vinhos Clarendelle foi oferecer ao público excelentes vinhos a preços mais acessíveis”, explicou.

Vinhos bordaleses Clarendelle, da Clarence Dillon: simplesmente fantásticos!

Confira detalhes sobre os vinhos degustados

Um blend de Sauvignon Blanc, Semillón e Muscadelle, como no Haut-Brion branco

Clarendelle 2015 branco: um blend de Semillón (49%), Sauvignon Blanc (45%) e Muscadelle (6%), como no Haut-Brion branco. No caso, a grande diferença é o preço. Enquanto um Haut-Brion pode chegar a R$2.000,00 o Clarendelle custa R$188,00. O vinho possui muito frescor e notas florais bem pronunciadas, além de excelente acidez e um toque levemente herbáceo. A persistência impressiona.

Perfeito para acompanhar petiscos leves e entradas frias.

Clarendelle 2016 Rosé: Assemblage de Merlot (59%), Cabernet Sauvignon (33%) e Cabernet Franc (8%). Possui a cor dos vinhos rosados da Provence: um rosado bem clarinho, algo como casca de cebola. É extremamente fresco e apresenta notas de morango e outras frutas vermelhas. Tem boa persistência, porém é mais marcante na boca do que no nariz. Perfeito para acompanhar petiscos leves e entradas frias. R$132,00.

Um Bordeaux excelente e com ótimo preço para o que oferece: R$188,00

Clarendelle 2011 Tinto: Possui Merlot (57%), Cabernet Sauvignon (30%) e Cabernet Franc (13%) no corte. É um vinho excelente e com ótimo preço para o que oferece: R$188,00. Parte do vinho estagia 18 meses em barricas francesas e, depois do estágio, permanece 4 anos na garrafa antes de ser comercializado. Apresenta muitas frutas negras, toques de chá e taninos redondos. Muito complexo e exala diversos aromas. Um vinho robusto e persistente. Ameeei!!!

Vinho extremamente potente, com muitas frutas negras e impressionante aroma de rosas

Clarendelle Saint-Emillion 2014: Lançamento da vinícola degustado em primeira mão. É um vinho extremamente potente, com muitas frutas negras e impressionante aroma de rosas.  Um assemblage de Merlot (77%), Cabernet Franc (16%) e Cabernet Sauvignon (7%).Por conta da idade (está muito jovem), se apresentou fechado e com os taninos ainda bem marcantes. Sem dúvidas, possui grande potencial para guarda. Custa R$244,00 e é perfeito para harmonizar com carré de cordeiro.

Clarendelle Amberwine: pode ser apreciado sozinho ou acompanhando uma bela sobremesa rica em doce.

Clarendelle Amberwine: este vinho não é comercializado no Brasil devido a pequena produção. Feito a partir de Semillón e Muscadelle encanta com seu aroma: mel, frutas secas e notas de flores. Muito persistente na boca. Sem dúvidas, excepcional. Por ser um vinho de sobremesa, é bastante doce. Pode ser apreciado sozinho ou acompanhando uma bela sobremesa rica em doce.

Taypá

Os vinhos Clarendelle ficaram ainda melhor com o menu do Taypá preparado para a ocasião

Para acompanhar os vinhos um menu especial foi preparado pelo Chef Marco Espinoza, do Taypá. Tudo estava (pra variar) realmente incrível! Confira o cardápio que harmonizou perfeitamente com os vinhos servidos:

Sobre a vinícola Clarence Dillon

A Domaine Clarence Dillon é de propriedade do príncipe Robert de Luxemburgo, neto de Clarence Dillon, que adquiriu o Chateaux Haut-Brion em 1935. Hoje além de elaborar os vinhos Clarendelle, o príncipe também é responsável pela produção dos vinhos La Misson- Haut-Brion e o Premier Grand Cru Classé de 1855, o ícone Haut-Brion

 

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