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Sangria é na Peninsula Ibérica agora
Em nome da tradição: sangria agora só na Espanha ou em Portugal

Até agora era possível chamar de sangria aquela bebida ou coquetel feitos à base de vinho tinto ou vinho branco, sumo de fruta, pedaços de frutos e açúcar. Mas, uma nova lei aprovada no último dia 14 de janeiro no Parlamento Europeu vai mudar essa realidade. É que o novo texto reforma as normas de nomenclatura e proteção das indicações geográficas dos vinhos aromatizados, entre eles, a sangria, e determina que a bebida somente poderá ser comercializada com esse nome se for produzida na Península Ibérica, ou seja, na Espanha ou em Portugal.

Sangria é limitada a Espanha e Portugal
Vinho, água, sucos, polpas ou essências de frutas cítricas e açúcar: Se for na Península Ibérica é sangria; se não for, é “bebida aromatizada à base de vinho”.

A  nova norma não impede que a bebida seja produzida em outros países da União Europeia, mas, nesse caso, determina que o respectivo nome seja “bebida aromatizada à base de vinho” indicando a origem do produto. Com a reforma, o teor alcóolico – antes de 7, baixa para 4,5 também.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo,  um dos promotores da nova lei, o socialista espanhol Andrés Perelló afirmou: “A iniciativa não visa impedir que as pessoas fabriquem este tipo de vinho aromatizado onde quiserem, mas a partir de agora nossos setores tradicionais vão ter a segurança jurídica de que a denominação será exclusiva para Espanha e Portugal.” Em seguida, desabafou: “Foi feita justiça a uma das nossas bebidas mais tradicionais que se via a dividir mercado em igualdade de condições com as de outros países, de onde não é originária”.

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