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Brinda Brasil 2016 – mais de 1500 pessoas compareceram no evento. Superlotação no primeiro dia

Evento de vinho é como o próprio vinho: dá muito trabalho pra fazer, mas nem sempre agrada quem o desfruta. O Brinda Brasil 2016 foi um desses casos. Organizado por Rodrigo Leitão, Cris Cavalli e Emília Carvalho, em sua VI edição (dias 7 e 8 de junho), o evento reconhecido como “o maior Salão de Espumantes Brasileiros no Brasil”, foi trabalhoso para ser produzido, e, claro, não agradou a gregos e troianos.

Pontos Positivos

Não há como negar que o Brinda, com participação de 20 vinícolas, teve números bem interessantes: mais de 1500 pessoas  compareceram aos dois dias de evento (dados auditados pela bilheteria digital.com);  cerca de 1100 garrafas foram abertas e quase 17 mil doses servidas. Além disso, deu a oportunidade à Brasília de eleger os melhores espumantes do Brasil pela primeira vez com o Prêmio Brinda Brasil do Espumante Brasileiro, do qual eu, inclusive, participei como júri (relembre aqui). Também foi relevante no aspecto de responsabilidade socioambiental, pois todo o lixo produzido foi enviado a uma cooperativa de reciclagem de Brasília.

Críticas

Alguns aspectos, no entanto,  foram criticados por muitas pessoas que passaram por lá. O espaço escolhido para realizar o evento, por exemplo –  o salão de festas do restaurante Coco Bambu –  foi pequeno para comportar o número elevado de pessoas, o que dificultou o trânsito e, consequentemente, o acesso a rótulos diferentes (eu mesma tive dificuldade para fotografar alguns espumantes durante o evento porque estava muito difícil chegar até eles). A ausência de petiscos e a taça descartável foram outros detalhes que também não agradaram o público que acabou se manifestando, inclusive, nas redes sociais.

Resposta da organização

Procurei os organizadores do evento para saber o que tinham a dizer a respeito das críticas. Com relação ao espaço, Rodrigo Leitão me explicou que muita gente convidada para o segundo dia do evento, compareceu no primeiro, o que elevou o público em 25%, tornando o espaço realmente apertado. “Também fomos surpreendidos pela superlotação no primeiro dia. Praticamente todas as cortesias foram usadas de uma vez”, explicou Rodrigo. A falta de conhecimento do público que entendeu o evento como uma “balada” foi outro ponto que dificultou o acesso aos vinhos, segundo Leitão. “O público mais jovem não entende bem como funciona um evento de degustação e isso foi problemático. Por outro lado, é esse público que irá renovar o consumo do vinho no futuro próximo e, por isso, não podemos desprezá-lo”, argumentou. No que diz respeito aos petiscos, Cris Cavalli me explicou que em todas as edições do Brinda, as comidas foram comercializadas. Segundo ela, a diferença é que antes haviam estandes. “A opção de fazer o Brinda dentro de um restaurante objetivou oferecer mais conforto, mas muitos não entenderam bem esse novo conceito”. Já  a taça de acrílico foi escolhida, segundo eles, por seguir uma tendência mundial em eventos de grande porte e por questões de segurança, no entanto, não negaram também que a questão do custo foi levada em conta.

 

 

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