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Mendoza

Além de Vinhos, você também poderá esquiar nos Andes
Além de Vinhos, você também poderá esquiar nos Andes

Como prometido essa é a segunda e última parte da série resumida “Mendoza: excelente opção para os amantes de vinho!”.  Na primeira falei sobre Luján de Cuyo e Maipú.  Hoje abordarei um pouco a região do  Valle do Uco, que está localizado à 70km ao sul de Mendoza, com altitude entre 1.000 a 1.600 metros, a mais alta de toda região.

Valle do Uco (Mendoza)

Com a grave crise que atingiu a Argentina em 2001, muitos estrangeiros investiram na cidade e compraram terras nessa região onde a altura colabora com a boa amplitude términa, e consequentemente, com a uma melhor maturação e acidez natural das uvas. Esse fato aliado ao tipo de solo da área tem gerado vinhos muito equilibrados e reconhecidamente mais elegantes nesse local. Hoje já são mais de 100 vinícolas instaladas no Valle do Uco, com 21 abertas para visitação, dentre elas: La Azul, Andeluna Cellars, Clos de Los Sietes, O. Fournier e Salentein.

O. Fournier uma das 100 vin[icolas abertas para visitação em Luján de Cuyo
O. Fournier uma das 21 vinícolas abertas para visitação em Luján de Cuyo (Mendoza)
Com pouco tempo devido a enorme quantidade de vinícolas que queria visitar, escolhi a pequena La Azul para conhecer no Valle do Uco. 

La Azul:

Bodega La Azul - vinícola de garagem e a único com 100% de capital argentino no Valle do Uco
Bodega La Azul – vinícola de garagem e a único com 100% de capital argentino no Valle do Uco (Mendoza)

Confesso que abri mão de ir a suntuosas bodegas ali instaladas para desfrutar de uma vinícola de garagem ou de autor que produzisse vinhos com estilo próprio, e não me arrependi. Quando cheguei ao local fui recepcionada pelo próprio dono (um grande diferencial), o simples e simpático Ezequiel Fardel. Em pouco tempo de conversa, ele  fez questão de frisar, lisonjeado, que na região, o seu empreendimento é o único que ainda conta com 100% de capital argentino.A La Azul tem uma estrutura extremamente simples e toda sua produção anual não chega a 80 mil litros.  O que o torna ainda mais exclusivo. Para fazer os vinhos da La Azul atualmente são necessários uvas de apenas oito hectares e, todo o excedente(112 hectares)é vendido para as grandes e renomadas vinícolas de Mendoza.

La Azul - estrutura extremamente simples e toda sua produção anual não chega a 80 mil litros
La Azul – estrutura extremamente simples e toda sua produção anual não chega a 80 mil litros

Depois de conhecer as instalações da La Azul  fui almoçar no restaurante La Azul – um dos mais recomendados da região e que está localizado ao lado da pequena vinícola. O menu degustação tem cinco passos, é todo harmonizado, inclui três entradas, prato principal e sobremesa (essa eu confesso que não consegui comer de tão satisfeita que estava!) e custa 350 pesos.  Destaco aqui o porco ao forno de barro (lechón). O porco fica quatro horas no forno e, por isso, a carne se desfaz na boca. Algo inexplicável!

O almoço aconteceu no restaurante da Bodega, um dos melhores da região
O almoço aconteceu no restaurante da Bodega, um dos melhores da região

O Gran Finale ocorreu dentro das instalações da pequena bodega quando Ezequiel Fardel me serviu o melhor vinho que produz (o Grand Reserva Azul blend de Malbec e Cabernet Sauvignon) diretamente da barrica de carvalho. O vinho é simplesmente fantástico, potente, intenso, frutado, com notas de frutas vermelhas maduras, tabaco, tostado e final incrivelmente prolongado. O melhor: como todo bom vinho produzido no Valle do Uco, com potencial de guarda de 20 anos ou mais. Realmente, um vinhaço de preço excelente: 250 pesos se comprado na bodega.

Para encerrar o passeio e o almoço, foi servido o Malbec Reserva diretamente da barrica
Para encerrar o passeio e o almoço, foi servido o Malbec Reserva diretamente da barrica

Com certeza, a La Azul não é a mais bonita e nem tampouco a mais imponente das vinícolas do Valle do Uco mas, sem dúvida, é uma vinícola diferenciada. Jamais esquecerei a atenção que recebi do próprio dono e de todos os seus familiares e amigos que ali trabalham – o que fez toda a diferença nesse passeio – e pelos excelentes vinhos que lá degustei, sobretudo pelo Grand Reserva Azul, cuja garrafa adquiri para degustar em ocasião ímpar rodeada de amigos especiais.

Ezequiel Fardel, proprietário da La Azul, e sua mãe Shirley Hinojosa, administradora da Casa de Hóspedes do local - recepção muito afetuosa
Ezequiel Fardel, proprietário da La Azul, e sua mãe Shirley Hinojosa, administradora da Casa de Hóspedes do local – recepção muito afetuosa

O Inverno em Mendoza

Durante o inverno, a neve cobre a cordilheira de branco, mas não impede a realização dos passeios. Durante os meses de Julho a Setembro, é possível também esquiar na estação de Los Penitentes. Se localiza à 160 quilômetros de Mendoza, no alto da Cordilheira dos Andes, este centro de esqui oferece 28 pistas para todos os níveis de habilidade. Bastante frequentada pela população local e possui uma boa estrutura de hotéis e restaurantes. Como visitei o local em novembro em novembro, já não havia neve e não foi possível me aventurar no esqui….Mas, fica a dica para quem quiser aliar a aventura aos prazeres do vinho!

De julho a setembro é possível esquiar em Mendonza
De julho a setembro é possível esquiar em Mendonza

Dica de Como Chegar em Mendoza

A melhor maneira de viajar para Mendoza é de avião. O Aeroporto Internacional Mendoza El Pumerillo possui vários voos diários, a maior parte deles para a capital Buenos Aires, alguns com destino a outras cidades da Argentina e outros para Santiago do Chile. Ainda não há voos diretos do Brasil a Mendoza. Os brasileiros  têm duas opções para chegar lá: fazendo conexão em Buenos Aires ou fazendo conexão em Santiago. O ideal é fazer uma pesquisa de preços e verificar qual se adequa mais ao seu bolso.

 

Gostaria de conferir a viagem completa que fiz a Mendoza? Descubra mais detalhes e fotos no Especial Mendoza.
E se você já foi para Mendoza, nos conte qual bodegas visitou e como foi sua experiência! Dicas sempre são bem vindas! 🙂

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