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Texto: Rafael Costacurta (do Blog garrafeira.bar)/ Fotos: Alexandre Azevedo /Edição: Etiene Carvalho

Carlos Alberto, Evandro, Joaldo, Etiene, Giuliana, Marcos (ao fundo), Rafael, Santana, Fabiano e Zé Filho.
Carlos Alberto, Evandro, Joaldo, Etiene, Alexandre, Giuliana, Rafael, Marcos, Santana, Fabiano e Zé Filho.

Tem sido um prazer participar da Confraria Franciscana. Poder degustar bons vinhos e conversar sobre esse universo é algo de que não me canso nunca. Nessa última edição do ano, tínhamos que fazer algo especial, principalmente por não termos conseguido fazer a reunião de novembro. Ou seja, juntamos o clima de comemorações de fim de ano com a vontade de nos reunirmos e degustar. A seleção de vinhos foi caprichada, com rótulos bastante especiais, incluindo um Madeira super raro, um espumante Ice Wine canadense e muitas outras coisas boas.

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Vinhos degustados na “Confraria Franciscana de Natal”: seleção caprichada

Como a ideia era reunir todo mundo para comer, beber e se divertir, decidimos que não haveria tema ou vinhos pré-selecionados. Combinamos, então, apenas de levar rótulos do Velho Mundo. Importante agradecer à Giuli (Giuliana Ansiliero), que foi mais uma vez a nossa anfitriã, sempre super preocupada em receber todo mundo muito bem no restaurante Dom Francisco da 402 Sul. 

Giuliana Ansillero, anfitriã sempre preocupada que merece todos o reconhecimento da Cofraria
Giuliana Ansiliero, Giuli: sempre preocupada em receber todo mundo bem no restaurante Dom Francisco da 402 Sul.

Vamos aos vinhos?

A tarde começou com um Bollinger Special Cuvée Brut (R$430) que estava excelente, uma amostra do que faz Champagne ser tão celebrado e caro. Vinho sério, cremoso, complexo. Beberia sempre uma taça para começar bem o dia.

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Bollinger Special Cuvée: sério, cremoso e complexo.

O segundo a ser degustado foi um Chateau de Fonsalette 2006 Cotes du Rhône Reserva Branco, que pertence ao mesmo pessoal do Chateau Rayas. Um Corte de Grenache Blanc, Clairette e Marsanne. Bastante untuoso e com toques amargos, características que eu considero típicas dos brancos do Rhône. Este vinho estava delicioso, mas achei um tanto caro para o que oferece (R$ 300). Parece que a grife do produtor está contando mais do que deveria.

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Chateau de Fonsalette 2006 – untuoso e com toques amargos

Depois veio um delicioso Pinot Noir estadunidense. O Sequana Sundwag Ridge 2008 (R$378,60). Nós tínhamos combinado de trazer apenas vinhos do Velho Mundo, mas este “penetra aqui” foi muito bem vindo. Um vinho muito agradável, gentil, fácil de beber.

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Sequana “Sundwag Ridge” 2008 – agradável e fácil de beber

Em seguida, bebemos o tinto que eu mais gostei, um Clos de Papes Chateauneuf-Du-Pape 2008 (R$550). Um vinho com aromas e sabores florais e de especiarias. Complexo e muito elegante e a cada gole aparecia algo diferente. Um vinho excelente. Pena que também seja tão caro. Daria para beber litros dele toda semana.

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Clos de Papes Chateauneuf-Du-Pape 2008 – complexo e muito elegante

Seguindo a sequência, bebemos um Valduero Reserva 2009 (R$300), de Ribera del Duero. O vinho mais potente da tarde, como seria de esperar de um Duero Reserva. Taninos bem macios e aveludados, muita fruta madura. Um vinho que deve melhorar bastante com mais alguns anos de garrafa.

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Valduero Reserva 2009 – Taninos macios e fruta madura que deve melhorar com o tempo.

Continuando na Península ibérica, bebemos o Principal Grande Reserva 2008 (R$440), da Bairrada. Apesar de ser dessa região portuguesa, este corte não leva a Baga, mas a  Cabernet Sauvignon, a Merlot e a Touriga Nacional, o que de fato se faz sentir num estilo mais internacional, mas nem por isso com menos gosto. Vinho também muito equilibrado e elegante. A Principal tem se mostrado uma das vinícolas mais ativas da região, inclusive.

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Principal Grande Reserva 2008 – sem a Baga e com estilo mais internacional.

Acabados os tintos, partimos para os vinhos de sobremesa. Começamos com um espumante Ice Wine Inniskillin Vidal 2011 (US$80). Da região do Niágara, no Canadá. O vinho é um bomba de doçura e frutas compotadas. Manga e damasco são as frutas que mais pareciam exalar da taça. O vinho é super doce, e senti falta de um pouco mais de acidez para equilibrar a bebida. Valeu pela curiosidade.

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Ice Wine Inniskillin Vidal 2011 – Manga e damasco parecem exalar da taça

Depois veio um espetacular Tokaj 6 Puttonyos Pendits 2004 (R$550). Um vinho bastante intenso, cheio de nuances, aromas de frutas secas, bem equilibrado, boa acidez para balancear o açúcar. Eu considero os Tokaj o que há de melhor nesse estilo de vinho.

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Tokaj 6 Puttonyos Pendits 2004 – o que há de melhor no estilo

E para finalizar o dia, um Madeira Cossart Gordon Terrantez 1977 (R$537,50)! Adorei ter tido a experiência de beber algo assim. A uva Terrantez é super rara. Um exótico, com toques de tabaco, mineralidade acentuada, frutas secas e oxidação. E, ainda, com um grande frescor para um vinho dessa idade. Muito bom!

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Cossart Gordon Terrantez 1977 – exótico, com toques de madeira, mineralidade e oxidação.

Particularmente fiquei muito feliz com o sucesso do primeiro “Natal” da confraria. Que venham ainda muitos outros…

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