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Quem aprecia os processos do mundo do vinho ou de qualquer plantação, sabe que a colheita é o momento mais esperado, não é mesmo? Mas todo esse processo está ligado ao clima e a situação atual. Como isso influencia no resultado final da produção, muitos problemas estão tendo de ser contornados esse ano.

França sofre com o calor

Com um dos verões mais quentes na história meteorológica da França, a colheita começou mais cedo este ano. E se esse clima continuar, estima-se que, em Paris, pode chegar a 44°C!!!!!!! Assim, infelizmente, trazendo muitos prejuízos para muitas colheitas por conta do verão quente e seco.

Em Boudeaux, Borgonha, Barsac e algumas outras regiões da França, o colhimento das uvas passa por um momento de dificuldades por estar sendo feito em plena época de férias e calor intenso, além do obrigatório uso da máscara, que não é nada refrescante, né?

A exemplo, a Château Climens, responsáveis pelos famosos vinhos doces e brancos de uva 100% sémillon, neste ano começaram a colher 12 dias antes comparado ao ano passado. A sémillon tem que ser colhida logo para manter a acidez e as notas cítricas. Quando é para fazer o vinho doce, elas são colhidas bem mais pra frente, às vezes uva por uva, pois elas são afetadas por um fungo chamado: botrytis que causa uns furinhos na casca da uva fazendo a água de dentro dela evaporar e restar só o açúcar.

De acordo com a revista Forbes, Annabelle Grellier, que é a diretora de exportação do Château Palmer, afirma que apesar das dificuldades com o coronavírus e o calor, todas as medidas de segurança estão sendo tomadas e as vinícolas estão fechadas para visitas.

plantações sul-africanas
plantações sul-africanas

África do Sul afetada pelo vírus

A África do Sul é uma das regiões mais afetadas. Lá, seguiram a quarentena à risca e proibiram a venda de álcool, o que prejudicou muitas indústrias. Mais de 80 vinícolas e 350 produtores de uvas saíram do mercado, gerando mais ou menos 21 mil desempregos, segundo Wanda Augustin, da Vinipro.

As importações de tudo que faz parte da indústria do vinho, como rolhas, cápsulas, aditivos, garrafas e rótulos, sofreram igualmente. Há esperança na recuperação, mas muitas ficarão pra trás… 🙁

Incêndio na Califórnia provocados por raios e altas temperaturas
Incêndio na Califórnia provocados por raios e altas temperaturas
Foto: Stephen Lam/Reuters

Califórnia e incêndios florestais

Califórnia também passa por problemas 🙁 e sentiu bastante mesmo, com muita fumaça e um desqualificado ar carbonizado. Os viticultores estão preocupados, e fazendo o que podem pra sairem dessa situação.

Muitas vinícolas com suas safras condenadas, serão obrigadas a fazer um vinho defumado. Ruim, né?

Pior aquelas, como a famosa Chateau Boswell, em Napa Valley, que foi destruída durante um incêndio florestal na noite do dia 27.10. A vinícola privada de propriedade familiar, fundada em 1979, está localizada ao longo da popular trilha Silverado, uma área que recebeu ordens de evacuação obrigatória.

Vinícola em chamas na califórnia
Chateau Boswell em chamas na Califórnia

Outro problema é que com o coronavírus, grandes produtores foram bastante afetados tendo queda de até 25% no faturamento. E os pequenos produtores de excelentes vinhos parece que não mudou muito, pois suas vendas são praticamente gerenciáveis.

O fato é que não há ninguém 100% bem estatisticamente falando. Por isso temos de torcer para que não haja tanto desperdício e problemas com colheitas e desempregos no meio de todo esse caos que está né? Pensemos positivo!

Fonte: revista Forbes

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