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Super Adega Experience agitou o Pontão do Lago Sul nos dias 14 e 15 de junho

Participei nos dias 14 e 15 de junho do Super Adega Experience, que aconteceu no Pontão do Lago Sul em Brasília.  O evento foi, na verdade, uma mega feira de vinhos, destilados, cerveja – totalizando 1800 rótulos – e também gastronomia. Deixei os espirituosos de lado e foquei mesmo foi nos vinhos (tinha muita coisa boa…). Na verdade, amei o evento, que, sinceramente, surpreendeu não só pela quantidade, mas sobretudo pela qualidade dos produtos que destinou pra degustação.

Eu (à dir), Bianca Dumas do insta @vinhosbonzao e Frederico Benjamin, sommelier da Porto a Porto e da Millesime Wine Consultancy (MWC)

Nessa edição de 2018, os organizadores divulgaram antecipadamente que diversos rótulos cobiçadíssimos estariam à disposição para serem degustados, como Tignanello, Guru Branco, Brunello Banfi, Ygay, Alma Viva e muitos outros, e realmente não faltou rótulo de peso para ser apreciado. Todos expositores serviram vinhos de qualidade e tudo muito à vontade. Algo que realmente tornou-se um diferencial, pois em muitas feiras de vinho, os melhores ficam escondidos ou são apenas expostos lacrados 🙁 . Quem foi ao evento, como eu, ficou satisfeito também com as variadas comidinhas que foram servidos – pães de queijo, pastas, queijos, geleias, embutidos, massas em geral e muito mais –  tudo especialmente elaborado por várias marcas que vendem seus produtos na Super Adega.

Além de 1800 rótulos de bebidas, o evento apresentou inúmeras gostosuras para serem degustadas

Sem dúvidas, o evento fez jus ao valor cobrado por ingresso: R$250,00. O preço foi meio salgado, mas o investimento valeu à pena pelo nível das bebidas oferecidas. As únicas falhas dessa edição foram a ausência de cuspideira e, de água. Algo um tanto complicado para um evento de vinho, mas que de toda forma não tirou o brilho da experiência.

O investimento valeu à pena. Mais de 1800 rótulos estavam disponíveis para degustação, além de deliciosos petiscos.
O investimento valeu à pena. Mais de 1800 rótulos estavam disponíveis para degustação, além de deliciosos petiscos.

Sorteio

Em parceria com a organização do evento, fiz o sorteio de dois ingressos pelo instagram do Blog Vinho Tinto (@blogvinhotinto) e quem saiu vencedora foi a Yasmin Mustafá que levou seu namorado e adorou o primeiro dia do Super Adega Experience. Infelizmente ela não tirou fotos pra mostrar pra gente 🙁

Degustação

Bom, como já disse lá em cima, não faltou vinho bom pra ser degustado durante o evento. Selecionei alguns aqui que experimentei e gostei muito. Confira as minhas notas de degustação:

Espumante Maria Valduga

Espumante Maria Valduga, da Casa Valduga

Comecei a degustação em alto estilo: provando um ícone dos espumantes nacionais: o Maria Valduga, da Casa Valduga. Esse espumante é feito apenas em safras excepcionais e passa 48 meses em contato com as leveduras. Tem perlage fina e persistente, aromas de frutas cítricas e pão e sabor marcante de laranja, limão e leveduras. Acidez bem intensa, boa cremosidade  e ótima persistência. Preço médio: R$220,00

Guru Branco

Quem gosta de vinho branco não pode deixar de experimentar esse vinho. O Guru é um produto do Douro elaborado a partir de vinhas com mais de 45 anos; é um corte de Vinhosinho, Rabigato, Códega do Larinho (essa uva é nova pra mim!) e Gouveio. É fermentado em barricas de carvalho francês e passa cinco meses em contato com as borras num processo conhecido como battonage.

Mostrou bastante complexidade no nariz e na boca com notas de frutas cítricas, herbáceos e leves toques de manteiga. É bastante persistente e com notável mineralidade. Preço médio: R$330,00.

Marqués de Tomares 2015

Um espanhol de excelente custoxbenefício

Vinho super honesto. Estagia um ano em barrica de carvalho americado e francês e 14 meeses em garrafa antes de ser comercializado. Como um bom Rioja, o corte é de Tempranillo, Graciano e Mazuello, sendo a primeira em maior quantidade. O vinho é 2015 e ainda está jovenzinho, com taninos ainda marcantes. Acho que ano que vai estar perfeito. A acidez é muito intensa e as notas mais evidentes são de frutas negras e tabaco. O melhor mesmo é o preço: R$60,00 em média.

Brunello di Montalcino 2012 Camigliano

Brunello di Montalcino: sempre maravilhoso

Como todo bom vinho italiano, esse possui uma acidez bem marcante. No nariz lembra erva seca e frutas negaras, couro e tabaco; na boca é elegante e persistente com taninos presentes, mas domados.

Castillo Ygay 2007

Mais um grande vinho da Rioja degustado durante o evento. Um excelente rótulo da safra 2007, com 11 anos, e que ainda pode envelhecer mais na garrafa, apesar de já estar sensacional. A cor impressiona: é um rubi com toques granada. O Ygay é um misto de elegância e potência que mescla Tempranillo (93%) e Mazuello (7%). No nariz mostra notas de defumado e tabaco integradas com frutas maduras. Na boca mostra bastante estrutura com taninos firmes misturados com fruta madura e tostado. Esse vinho é da Bodega Marqués de Murrieta, uma das mais respeitadas da Espanha. Preço médio: R$990,00

Cabo de Hornos 2014

Cabo de Hornos é um vinhaço chileno produzido pela vinícola San Pedro. O vinho é intenso, potente e musculoso. No nariz mostra frutas negras, tabaco e cedro. Na boca é encorpado, volumoso e persistente. Esse exemplar de 2014 ainda tem muito a oferecer. Particularmente, acho que está jovem. Nada do que mais dois ou três anos na garrafa não resolva. Preço médio: R$300,00

Yarden Cabernet Sauvignon 2014

Yarden Cabernet Sauvignon – Delícia de vinho de Israel

Anotem aí o nome desse vinho porque ele é muito bom. É um vinho feito em Israel pela Vinícola Golan. É potente e apresenta no nariz frutas negras maduras, um toque de chá, além de tabaco. Na boca, além das mesmas notas do nariz é possível encontrar também chocolate. É um exemplar bem complexo com taninos macios. Cerca de R$220,00.

Tignanello 2014

Tignanello – o primeiro dos supertoscanos

Sem dúvidas, um vinho maravilhoso. Um dos meus supertoscanos prediletos. Ele, na verdade, é o precursor dos supertoscanos, ou seja, o primeiro vinho da Itália (1971) a ter corte com uvas não autóctones, no caso, Cabernet Sauvignon. É produzido pela renomada Antinori. Infelizmente, degustei esse vinho na temperatura ambiente de Brasília, o que não favoreceu nem um pouco o vinho, pois apresentou-se mais alcoólico que o normal. Mesmo com o nariz prejudicado por conta da temperatura, em boca ainda deu pra perceber um pouco de frutas vermelhas, notas de chá e taninos presentes, mas educados. A acidez também mostrou-se um pouco abaixo do normal, creio que pela temperatura também. Preço médio: R$970,00.

Ufa! Além desses tiveram vários outros. Um melhor que outro. Um verdadeiro arraso!!!!!;)

Todos esses vinhos estão disponíveis no site da Super Adega.

Confira neste link mais fotografias do evento 🙂 As fotos são de Guilherme Penchel e a edição de Cláudio Cabrito

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