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Winebar com vinhos da Borgonha

No dia 14 de setembro participei de mais uma “degustação on-line” de vinhos. Isso mesmo, on-line! Na verdade, trata-se do projeto winebar, que funciona assim: cada mês um tema é escolhido, enófilos e blogueiros de todo o Brasil recebem as mesmas garrafas de vinho de um produtor específico para degustarem em conjunto, via web, em data pré-definida. O melhor é que o Daniel Perches, um dos coordenadores do projeto, entrevista o produtor ou distribuidor dos vinhos analisados e, em tempo real, todos tiram dúvidas sobre o produto. Esse mês, o entrevistado foi o produtor francês Jean- Pierre Nié, que apresentou seus vinhos produzidos na Borgonha.

Vinhos

Os vinhos degustados são trazidos com exclusividade pela Chez France, que trabalha apenas com vinhos de terroirs franceses. O primeiro a ser degustado durante o Winebar foi o branco Maurice Lecestre Petit Chablis 2015. Possui notas cítricas, toques minerais e florais. É um vinho leve e refrescante que acompanha muito bem aperitivos, peixes e saladas. Vale lembrar que Chablis é a terra dos melhores Chardonnays do mundo e seus solos, chamados Kimmeridgian, tem origem que remonta ao período Jurássico. De toda forma, como o vinho degustado foi um Petit Chablis, é o mais simples da “categoria” Chablis, e, portanto, deve ser consumido ainda jovem.

O segundo vinho foi um tinto feito com casta Gamay. O Maison Jaffelin Côteaux Bourguignons 2014. O vinho é bem leve, tem média persistência, bem equilibrado e muito bom de agradar. Também é indicado para harmonizar com aperitivos, queijos e até peixes. A Jaffelin apostou nesse Gamay como vinho de entrada e o resultado foi muito bom. Ao contrário, do que acontece em Beaujolais, ao sul da Borgonha, onde são produzidos os famosos Beaujolais e Beaujolais Nouveaux a partir da Gamay vinificado por maceração carbônica, o vinho apreciado foi feito pela vinificação tradicional. O resultado foi um vinho com menos aroma de banana e mais frutas vermelhas e também com mais corpo que os beaujolais simples.

Sobre a entrevista

Quem quiser acompanhar a entrevista com o francês Jean-Pierre Nié pode acessar o link aqui.

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