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Com menos chuvas e tempo mais quente, Alentejo poderá sofrer queda significativa em comparação com o ano passado

Chuva escassa, calor intenso e prolongado. Esses dois fatores poderão significar uma diminuição de 20% na produção de vinho da região de Alentejo, em Portugal, segundo o presidente da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), Francisco Mateus. A previsão de queda na produção em relação ao ano passado, quando foram produzidos 115 milhões de litros de vinho, fez com que o presidente aconselhasse os produtores a fazerem uma gestão das reservas mais criteriosa em 2017.

“Em termos globais, esperamos um ano de produção com uma qualidade boa, mas vai haver menos vinho da região no mercado”, afirmou ainda o presidente da CVRA. Segundo ele, as alterações climáticas foram significativas. “Houve alturas em que a chuva caiu intensamente num curto espaço de tempo e, depois, tivemos muito tempo sem chuva e o verão foi extremamente quente, com temperaturas muito elevadas e durante muitos dias seguidos”, observou. Ele destacou, também, que, a juntar à menor quantidade de uva, o rendimento na transformação do fruto em vinho vai ser inferior ao habitual, uma vez que com menos água, a uva não cresce o suficiente.

Com oito sub-regiões vitivinícolas, nomeadamente, Portalegre, Borba, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Vidigueira, Moura, Évora e Granja/Amareleja), a região de Alentejo exporta  vinhos para todo o mundo, incluindo o Brasil, Estados Unidos, China, Angola, Suíça e alguns dos outros principais mercados.

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Apesar do número reduzido, o presidente da CRVA acredita que os produtores ainda poderão contar com qualidade na produção.

Precaução

De acordo com Francisco Mateus a comissão vitivinícola distribuiu este ano, pela primeira vez, um inquérito pelos produtores para obter informações que possibilitem uma visão mais concreta do setor na região e a antecipação do futuro. “Era uma ideia que já estava interiorizada, mas com esta perspetiva de redução da produção torna-se ainda mais premente fazê-lo, porque estamos numa região que tem muita importância no mercado”, acrescentou o presidente.

 

O Alentejo

O Alentejo é a região líder no mercado nacional português, quer na quota de mercado em volume (47%), quer em valor (46%), de acordo com a comissão vitivinícola, que cita os dados Nielsen na categoria de vinhos engarrafados de qualidade com classificação DOC (Denominação de Origem Controlada) e IG (Indicação Geográfica).

Os vinhos do Alentejo juntam 1.900 produtores de uvas e 235 empresas que comercializam vinhos com a garantia de origem e qualidade atestada pela CVRA, cuja sede está localizada em Évora.

 

Fonte: Lusa

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